| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Suliformes |
| Família: | Sulidae |
| Reichenbach, 1849 | |
| Espécie: | M. capensis |
Ave da ordem Suliformes e da família Sulidae.
Seu nome científico significa: do (grego) möros = bobo, tolo; e de capensis = referente ao Cabo da Boa Esperança na África do Sul. ⇒ Bobo do Cabo da Boa Esperança.
Mede 85 – 94 cm, envergadura entre 162 – 175 cm, e pesa 2,4 – 2,6 kg. Ave com plumagem predominantemente branca, com primárias e secundárias das asas e cauda negras; fina faixa preta vertical que vai da garganta ao terço médio do pescoço; região da nuca até a testa amarelo-alaranjado. Bico forte e de cor cinza-azulado pálido; aro azul ao redor dos olhos, pernas e pés pretos. Juvenis são castanho-escuros, e vão gradualmente ganhando quantidades crescentes de penas brancas até atingir a plumagem adulta após o primeiro ano de vida.
Alimenta-se principalmente de peixes pelágicos e costeiros, especialmente sardinha (90% de sua dieta), anchovas, sauro, cavala, etc., mas come também miudezas descartadas de barcos de pesca.
Reproduz-se de setembro a abril, em densas colônias em ilhas costeiras da Namíbia e África do Sul, em áreas abertas e planas ou levemente inclinadas, e às vezes em penhascos e estruturas humanas. É monogâmico. No primeiro retorno à colônia de reprodução, após dois a três anos no mar, o machos estabelece um território para o ninho, enquanto as fêmeas andam nos arredores da colônia, prontas para responder aos machos convidativos, que as atraem com muita vocação, balançando a cabeça e curvando-se. Uma vez que um companheiro é encontrado, o laço entre o casal é consolidado com toques suaves do bico um do outro e curvando-se. O ninho é feito pelo casal e consiste em um amontoado feito de terra, guano, vegetação e outras materiais, como ossos. Onde nenhum material esteja disponível, os ovos são colocados na terra nua. Os ninhos são tipicamente colocados muito próximos uns dos outros, a uma distância de bicar ninhos circundantes. As fêmeas colocam um, raramente dois, ovos azulados na depressão central do ninho. A incubação é feita pelo casal, tendo um período de 42 a 46 dias. Após a eclosão, os filhotes são colocados nos pés palmados de seus pais continuamente por um mês, quando eles podem regular sua própria temperatura corporal. O filhote quando nasce é negro, nu e cego, pesando apenas 70 gramas, mas dentro de três semanas a sua massa corporal é um terço da de um adulto. Com oito semanas o filhote supera o adulto, permanecendo assim até que se torne um jovem com 95-105 dias de idade, quando deixa o ninho. Os filhotes são alimentados pelos pais regurgitando a comida. Atingem a maturidade sexual em torno de 3 a 4 anos, podendo viver até os 40 anos em estado selvagem.
Vive nas áreas costeiras da África subsaariana, desde o golfo da Guiné até a África do Sul, na costa oeste, indo até Moçambique e ocasionalmente o Quênia, na costa leste. É social e sedentário, e o adulto permanece geralmente a menos de 120 km da terra. Já o imaturo pode atingir grandes distâncias, viajando até 4000 km em direção ao equador. É um mergulhador e pescador espetacular. Quando está caçando, geralmente em bandos, voa ao alto e, de uma altura de 10 a 30 metros, depois de visualizar a presa desce diretamente para a água, ganhando grande velocidade. Quando está próximo à superfície joga as asas para trás, entra na água de cabeça como uma flecha, nadando e mergulhando rapidamente e pegando a presa de surpresa, que pode ser deglutida antes mesmo de sair da água. Consegue mergulhar mais profundamente e em alta velocidade porque seu bicos carece de narinas externas. Pode viver até os 40 anos em estado selvagem. É predado por pelicanos (Pelecanus onocrotalus) e por humanos, que os utilizam para iscas e alimentos para peixes.
Voz: É tipicamente silencioso, exceto em colônias de reprodução, onde faz um estridente “arrah arrah” de chamada. Possui uma variedade de chamadas e movimentos visuais.
VA (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Encontrado nas águas costeiras da África subsaariana, tanto no Oceano Atlântico quanto no Oceano Índico. Na América do Sul aparece ocasionalmente nos mares da Região Sul, sobre a plataforma continental, em latitudes entre 33 e 34 graus, entre abril e agosto.
Status de conservação: EN (IUCN). O declínio de sua população tem como principal causa a escassez de alimento, devido ao colapso da sardinha na Namíbia, seguido pela predação e perturbação humana e poluição.